diHITT - Notícias Transformados pela Renovação do Pensamento

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O irmão do filho pródigo

Quando falamos da passagem do filho pródigo (Lucas 15:11-32) vemos dois irmãos com corações e comportamentos totalmente diferentes, mas um mesmo sofisma muito perigoso: acreditavam que o Pai tratava seus filhos segundo seus comportamentos, segundo o certo e o errado, merecimento e aprovação.

Isso explica o filho pródigo voltar para casa pedindo para não ser mais tratado como filho e sim como empregado, e também explica a indignação do filho mais velho quando o filho pródigo voltou e foi recebido com honraria depois de perder toda herança com futilidades. O filho mais velho ficou tão indignado, que seu Pai teve que lembrá-lo que tudo que era seu, era dele também, inclusive a sua constante presença. A reação do Pai diante dos dois filhos deixa bem claro que não existe predileção entre os filhos! Contudo, obviamente os filhos são tratados de forma diferente, mas não dentro de uma justiça pelo comportamento (como o filho mais velho queria, ou o filho pródigo achava que merecia), e nem dentro de uma predileção. 

Deus quer nos ensinar que Ele não nos trata segundo “nossa” justiça própria. Mesmo sendo iguais perante Deus, todos somos diferentes uns dos outros, com necessidades diferentes e com propósitos diferentes. Deus cuida de nós segundo as nossas diferenças e propósitos específicos. O filho pródigo cria que merecia ser desonrado, castigado, humilhado e rejeitado; e o filho mais velho por nunca ser “honrado” como queria por ser todo “certinho”, achava que seria justo o filho pródigo ser desonrado, castigado, humilhado e rejeitado. 

O interessante é que quando o Pai quebra o sofisma da “justiça própria” de ambos os filhos, o significado para o filho pródigo é a redenção, mas para o filho mais velho é INVEJA! 

Essa é a raiz de toda inveja, a justiça própria. Esse sofisma de que as pessoas devem ser tratadas segundo seu comportamento, suas falhas e acertos, e que Deus deve tratá-las de forma igual, mesmo com propósitos e necessidades diferentes, gera sentimento de injustiça para quem vê Deus sendo misericordioso para com o outro e esse sentimento resulta em raiz de inveja. 

É assim que as pessoas sentem inveja: olham os outros e vêm suas falhas, defeitos, pecados, e depois olham para essas mesmas pessoas e vêm sua felicidade, conquistas e etc.; e se sentem injustiçadas, e por isso sentem inveja. 

Mas o Pai explicou para o filho mais velho, que ele não tinha a honraria que tanto queria porque não precisava, quem precisava era o filho pródigo para cumprir o propósito dele se sentir filho. O filho mais velho já tinha tudo aquilo que precisava, e isso era justo. Isso é o que precisamos entender: Deus tratar as pessoas segundo suas diferenças é justo e bom. Se entendermos isso, conseguiremos nos alegrar com o que o Pai faz na vida dos nossos irmãos, e conseguiremos enxergar aquilo que Ele faz na nossa vida. 


Geraldo Júnior e Valéria Morais
Transformados pela Renovação do Pensamento

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

O Cisco, a Trave e a Arrogância

"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?” (Mateus 7:3) 

Quando julgamos e/ou criticamos alguma pessoa, estamos implicitamente dizendo, que dentro daquele contexto, estamos acima daquela pessoa, somos superiores a ela, não sofremos daquele “problema”, “defeito” ou “falha”; e por isso, nos consideramos no direito de julgar aquela pessoa. Isso significa que na atitude de julgar, elevamos a nós mesmos acima de quem julgamos, e de cima para baixo exercemos o nosso “poder”, nossa “justiça”, a justiça própria. 

Na Bíblia, tem um anjo que caiu do céu exatamente por esse pensamento/comportamento: 
“Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor; por terra te lancei, diante dos reis te pus, para que olhem para ti.” (Ezequiel 28:17). 
Você que dizia no seu coração: "Subirei aos céus; erguerei o meu trono acima das estrelas de Deus; eu me assentarei no monte da assembléia, no ponto mais elevado do monte santo. 
Subirei mais alto que as mais altas nuvens; serei como o Altíssimo". (Isaías 14:13-14)
Pois é, julgar ao próximo é exatamente o mesmo pensamento do próprio Lúcifer. Realmente é algo muito sério! 

A arrogância é o fundamento do homem julgando/criticando o homem (obviamente não estou falando da justiça e das leis dos homens). A arrogância separa as pessoas. O arrogante, usa a sua sabedoria (que pode até ser legítima) para gerar mais distanciamento entre ele e quem ele julga não tão sábio, potencializando a diferença entre ele e a outra pessoa. Já o humilde, usa sua sabedoria para aproximar as pessoas, usando essa sabedoria para ensinar a que não é tão sábia, diminuindo a barreira de separação, e gerando aproximação. 

Temos muita facilidade em exercer o dedo acusador, exercer a justiça própria, nos colocando acima, e nos julgando resolvidos, prontos e perfeitos, nem que seja naquela circunstância específica. Quando fazemos isso, Deus nos mostra o nosso problema é até maior, pois estamos expressando toda nossa arrogância: 
"Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho?” (Mateus 7:3) 
“Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês” (Mateus 7:2). 

Quando julgamos as pessoas, estamos julgando a nós mesmo. 

Jesus Cristo é nossa referência sobre o não julgar: 
"Se alguém ouve as minhas palavras, e não as guarda, eu não o julgo. Pois não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo."  (João 12:47)
Se Cristo, sendo plenamente homem, mas também plenamente Deus, não veio para nos julgar, como podemos nos colocar nessa posição? 

Mas é preciso entender que somente não julgando, ainda não refletimos o coração de Deus, e nem somos parecidos com Cristo. Veja que no versículo acima, Jesus também diz que veio para salvar. Mas como nós podemos salvar as pessoas dentro deste processo de não julgar? Podemos fazer isso nos aproximando delas: “Porque eu quero a misericórdia, e não o sacrifício; e o conhecimento de Deus, mais do que os holocaustos” (Oséias 6:6). Deus não quer simplesmente o nosso “sacrifício” de não julgar as pessoas por suas imperfeições, falhas, erros e etc, o que Deus quer é que tenhamos misericórdia e compaixão. “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim” (Lamentações 3:22). Portanto como filhos de Deus, esse é coração que Ele quer que tenhamos em relação às pessoas: não simplesmente um coração que não julga, mas sim um coração que seja infinitamente misericordioso e compassivo, não nos distanciando, mas nos aproximando delas. 

Jesus nos deixou vários exemplos de não julgar e ter misericórdia, entre eles, está o exemplo abaixo: 

E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério; 
E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando. 
E na lei nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? 
Isto diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. 
E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se, e disse-lhes: Aquele que de entre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. 
E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. 
Quando ouviram isto, redargüidos da consciência, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficou só Jesus e a mulher que estava no meio. 
E, endireitando-se Jesus, e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 
E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais. (João 8:3-11)

Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia. (Mateus 5:7)


Geraldo Júnior e Valéria Morais 
Transformados pela Renovação do Pensamento

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Deus agradou moê-Lo...



Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre. (Salmo 107:1)
...para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2 b)

    Confesso que essas duas passagens da Bíblia sempre foram motivos de crise para mim. Sempre cri nelas como verdade absoluta, mas nunca consegui entender plenamente. Era uma luta constante dentro de mim: com tantas circunstâncias duras e difíceis que passamos e tudo que vemos de terrível no mundo versus a afirmação explicita que Deus é bom e sua vontade boa, agradável e perfeita.

    Foi então que entendi que o problema não era a Bíblia, mas o meu conceito errado de bom. Vou tentar explicar isso analisando a bondade de Deus na vida de Jesus segundo a nossa perspectiva de bondade. Se imagine no lugar de Cristo:

    Logo na sua gestação, Jesus já foi de cara rejeitado por seu pai José, que se não fosse o anjo aparecer para José e explicar tudo, ele teria fugido abandonando a noiva Maria grávida de Jesus. Jesus foi rejeitado também pelo seu próprio povo durante todo o seu ministério. O próprio Deus levou Ele ao deserto para ficar sem comer por 40 dias, e ainda enfrentar Satanás. A rejeição de seu povo se transformou em uma trama para matá-Lo, e Deus não fez nada para defendê-Lo. Finalmente sua vida termina, abandonado por todos, sozinho, humilhado, espancado, torturado física e emocionalmente, crucificado numa cruz, e Deus não fez nada, muito pelo contrário, esse era o propósito desde o início. Aí fica minha pergunta: no nosso conceito de bondade, como encontrar “Deus é bom.” em tudo isso?! Impossível.

    Na verdade, a bondade de Deus nessa história, não pode ser vista, na perspectiva do “eu”. Não pode ser percebida na perspectiva do porque Deus colocou Jesus no meio de um povo tão ruim. Mas a bondade de Deus se revela, exatamente na perspectiva do Filho maravilhoso que Deus deu para esse povo tão mal. Que Ele era e tinha exatamente tudo o que esse povo mais precisava: amor, perdão, salvação...

    A bondade de Deus nunca pode ser entendida e vista na perspectiva do porque Deus fez isso comigo, porque Deus me deu essa família, esses pais, irmão, amigos, emprego e circunstância. Mas essa bondade só pode ser entendida na perspectiva de que nós somos a resposta de Deus para as pessoas e circunstâncias. Sempre na perspectiva do outro, e nunca na nossa. Somos como barro na mão do oleiro, para sermos usados segundo o propósito divino. (Jeremias 18:6)

    Mas tem um outro detalhe. Além da Bíblia nos dizer que a vontade de Deus é boa, ela ainda nos diz que ela é agradável. Fazendo se valer ainda o exemplo da vida de Jesus, entendemos que a vontade de Deus é boa na perspectiva de que Ele era o que nós precisávamos; mas como dizer que todo aquele sofrimento de Jesus, foi a vontade de Deus agradável para Ele?!

    O problema está no nosso conceito do que é agradável. Normalmente associamos a palavra agradável a situações imediatas, momentâneas, que podemos desfrutar naquele exato momento. Mas quando Deus diz que sua vontade é agradável, Ele está nos falando do fruto, do resultado. O fruto da vontade de Deus sempre é agradável, mas para se chegar a esse fruto, nem sempre os processos são confortáveis. O Amor de Deus na nossa vida pode se manifestar em várias situações, tanto confortáveis como desconfortáveis, mas sempre será agradável, pois isso fala do fruto, do resultado. Um bom exemplo é a dor do parto. As mulheres sabem o quão dolorido, angustiante e desconfortável é esse processo, mas o fruto é maravilhoso, e no fim todas dizem que valeu a pena. Portanto, todo o sofrimento de Jesus foi extremamente desconfortável, dolorido, humilhante... mas foi agradável a Deus moê-lo (Isaías 53:10) porque o fruto foi maravilhoso! 
Jesus morreu para nos salvar, nos perdoar, nos amar.



   

Muitas vezes, os conceitos e pré-conceitos errados ou incompleto que temos de algumas palavras nos impedem de entender e ter consciência de muitas coisas que Deus quer nos comunicar. Por isso realmente nunca devemos nos conformar com este século, mas buscarmos a transformação do nosso entendimento, e aí sim vamos desfrutar da boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos 12:2)


Geraldo Júnior e Valéria Morais
Transformados pela Renovação do Pensamento
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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Caminhos dos pais, caminhos dos filhos.

“Instrua a criança segundo os objetivos que você tem para ela, e mesmo com o passar dos anos não se desviará deles.” 
(Provérbios 22:6)

Sabemos que quase todas as características que teremos em nossa vida, como: personalidade, caráter, princípios, convicções, crenças e etc, são formadas durante nossa infância e adolescência; principalmente como fruto daquilo que vivemos em casa, ou seja, na família, no ambiente de “segurança”, de “referencial”. Salomão nos ensina um princípio: “Ensina o teu filho o caminho que deve seguir, e mesmo com o passar do tempo não se desviará dele” (Pv. 22:6). Isso significa que seja qual for o caminho que os pais ensinarem aos filhos, estes não se desviarão dele, nem com o passar dos anos, e isso serve para caminhos bons, como os caminhos do Senhor, ou caminhos maus.

 A cultura familiar, cultura dos pais, comportamento, princípios etc, tanto os bons, como os ruins são absorvidos pelos filhos como uma esponja. Quando Salomão nos deixa o princípio de ensinar nossos filhos o caminho, esse ensino não é através de palavras somente, mas principalmente pelo exemplo. Não adianta falar (só adianta se for coerente com o que a pessoa vive), os filhos vão aprender o que eles estão vendo. É por isso que vemos tantas situações em que os filhos repetem tanto as coisas boas como as más que os pais praticam. Repetem por esse ser é o lugar comum para eles; foi o que eles viram e aprenderem desde a gestação.

Nos livros de Reis e Crônicas na Bíblia, vemos os reis repetirem os comportamentos iníquos de seus pais, e conseqüentemente repassarem aquilo para os seus filhos e para o povo de Israel. Os reis repetiram os erros de seus pais pela falta de referencial próximo a eles quando seu caráter estava em formação.

Isso se vê de diversas formas em nossas vidas, por exemplo: pense no filho que viu a vida inteira o pai (ou a mãe) alcoolizado, sair dirigindo com a família toda dentro do carro, colocando-os em risco. Esse filho não terá muita dificuldade de fazer o mesmo com sua futura família, não por maldade, mas por causa do que ele aprendeu com seu pai. A mensagem que o pai desse filho deixou em seu coração, é que é mais importante a diversão do que a segurança da sua família. Na maioria das vezes isso é absorvido de forma inconsciente. Quando adulto, o filho até tenta fugir desse comportamento, tem consciência de que isso é ruim, mas esse é o seu único e mais forte referencial, o pai (ou mãe), portanto não sabe se comportar diferente (nunca viu dentro de casa um comportamento diferente). Então pode até não se manifestar da mesma forma, como no exemplo acima, mas ele colocará a família dele em perigo, em segundo plano em detrimento de sua diversão, exatamente como seu pai fez.
É importante de entender, que não necessariamente a cultura transmitida significa um comportamento repetido literalmente, mas sim uma forma de pensar que se repete. Neste exemplo, o ensinamento não é colocar a família em perigo dentro do carro com o pai (ou mãe) bêbado, mas sim o egoísmo transmitido, a iniqüidade transmitida neste caso, é a forma de pensar de que seus interesses estão à cima da segurança e bem estar da família.

Outro exemplo são os pais que nunca estão disponíveis para os filhos, seja por excesso de trabalho, estudo, atividades religiosas, lazer, televisão, jornal e etc. Esses filhos um dia cansarão de tentar acesso aos pais e entenderão que todas essas outras atividades são mais importantes do que eles. Quando crescerem e tiverem suas famílias muito provavelmente se tornarão pais egoístas e desatentos à família, pois é o referencial que viram durante toda a vida. Vão entender que família não é tão importante quanto as outras coisas da vida.

Os pais, que acreditam que a família só precisa do seu dinheiro, ensinarão aos seus filhos, de forma inconsciente, que não é preciso ter compromisso emocional, educacional, de segurança, basta apenas trabalhar dia e noite para colocar dinheiro em casa e assim por diante.

Os pais, que acreditam que não precisam de ninguém, têm a tendência de não aceitar ajuda. Seus filhos farão de tudo na vida para não precisar de ninguém, e com isso se tornarão orgulhosos.

Nossos filhos são à nossa imagem e semelhança. A filiação está associada à imagem dos pais nos filhos, e não é possível fugir desse princípio, quer essa imagem (referencial) seja boa ou ruim. Cristo veio revelar o Pai, para que tenhamos o referencial perfeito, a Imagem perfeita e então possamos nos tornar a Sua semelhança, ou seja, sermos parecido com Deus (e não igual). Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome (João 1:12).  Deus sempre quis que o homem fosse sua Imagem e Semelhança (Gn 1:26).

Quando Jesus veio em carne, Ele disse que só falava o que o Pai falava, e só fazia o que via o Pai fazer. “Jesus lhes deu esta resposta: "Eu lhes digo verdadeiramente que o Filho não pode fazer nada de si mesmo; só pode fazer o que vê o Pai fazer, porque o que o Pai faz o Filho também faz.” (João 5:19). Ele mesmo disse que quem O via, via também o Pai. “E quem me vê a mim, vê aquele que me enviou.” (João 12:45). Aí está o princípio que Salomão nos ensinou, Jesus aprendeu com o Pai o caminho que devia seguir, e não se desviou dele.

Infelizmente, não temos consciência de muitas de nossas estruturas de pensamentos e comportamentos fora dos princípios de Deus, pois se tornam amalgamados à nossa cultura. Mas é possível sair desse ciclo, que tende a se perpetuar e aprisionar, a nós e a nossa descendência. Existe uma Luz, para expor toda essa iniqüidade oculta.

“E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.”  (Romanos 12:2)


Cristo disse: O Reino de Deus é chegado! Ele é o Rei desse Reino, e esse Reino possui uma cultura, uma nova forma de pensar, de se relacionar, de viver. Cristo nos revelou como funciona esse Reino, e é muito diferente da cultura desse mundo. (Nos outros posts falo mais sobre essas duas culturas). Por isso Apóstolo Paulo nos disse para não sermos conformados com esse mundo, com a forma de pensar desse mundo, tanto dentro do âmbito macro, como no âmbito familiar, mas que sejamos transformados pela renovação do nosso entendimento, para entendermos os verdadeiros princípios, fundamentos e comportamentos que permeiam a vida, os relacionamentos, a família.

A Palavra de Deus diz que quanto mais O conhecermos, seremos transformados de Glória em Glória à Sua imagem. “Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor.”(2 Coríntios 3:18). Apenas a Luz de Cristo pode nos mostrar essas iniqüidades, é a única forma. Sem essa luz, sem essa exposição nunca enxergaremos, pois é algo tão incrustado em nós, que confundimos com nós mesmos. Conhecer a Cristo é um caminhar paralelo com o se conhecer. É impossível estar exposto à luz dos princípios e fundamentos da Cultura de Cristo e essa luz não iluminar o nosso coração. É nesse momento que ocorre o confronto de culturas, onde aquilo que é iniqüidade vem à luz, e então poderemos nos tornar livres de toda cultura e comportamento que nos aprisionam, ferem e machucam, tanto a nós mesmos como as pessoas com quem convivemos, principalmente nossa família. “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:32)

Por mais que nossos pais falhem em alguns referenciais, nós temos um Pai que se revela em Cristo. Nele podemos ser livres para sermos o referencial de Deus para nossos filhos, e para o mundo. Cristo é a própria cultura dos filhos de Deus. Essa cultura é ser Cristo na nossa família e na vida.



Geraldo Júnior e Valéria Morais
Transformados pela Renovação do Pensamento
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sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O que realmente nos torna Cristãos

... quando você entende que a natureza de TODO filho de Deus é ser Cristo: amar, ser oferta em favor das pessoas, ser sacrifício, ser o último, servir... Quando você entende, que Deus é seu Pai, assim como o foi de Cristo, e que Ele vai ser Fiel... mas, Fiel ao Propósito que estabeleceu para a vida de cada um dos Cristos (Natureza) irmãos de Jesus, e por isso mesmo não vai nos poupar, (Rm 8:32-36) vai repartir e compartilhar cada um de nós com as pessoas, assim como fez com Cristo (e isso pode doer muito).

A natureza do Pai é essa: repartir, compartilhar, ofertar (Jo 3:16). A natureza do Filho é ser repartido, compartilhado, ofertado, e deseja isso ardentemente, não consegue viver de outra forma. A essência dessa natureza é fazer a vontade do Pai (Jo 6:38). Quando entendemos isso acontece em nós o choque, o conflito: a nossa natureza de ser inteiro, poupado, protegido, livrado, exaltado, o primeiro, servido, aceito, honrado, reconhecido e etc; com a natureza de Cristo, de um Filho, que é exatamente o contrário, a ponto de morrer se preciso for, para que o outro viva, mesmo que seja seu inimigo. A natureza do Filho não luta pelos direitos, mas em favor das pessoas, se entrega a morte se preciso for (Fp 2:6-8), mas a nossa... até mata para que esse direito seja exercido.

É um conflito violento ser Amado por Deus. Como diz a musica de John Mark Mcmillan, “O Amor de Deus é como um furacão, e nós somos uma árvore...”. Imagina um furacão passando pela árvore: folhas e frutos são arrancados como se fossem nada, galhos são quebrados como gravetos, ela se emborca como se fosse quebrar ou ser arrancadas, e na verdade, algumas são! Muita dor, muita! A vitória da nossa natureza na verdade é uma grande derrota para o Propósito. A vitória da natureza de Cristo é exatamente perder, morrer, ser o último em favor das pessoas (Mt 16:25). Tudo dar errado (aos nossos olhos) pode ser exatamente o cumprimento perfeito do propósito de Deus para nossas vidas. O que pensaram os discípulos de Jesus quando viram aquele que esperavam por séculos, prometido para libertá-los, o Filho de Deus, pendurado numa Cruz?! (Lc 24:17-21) Quem ganhou?!


Se Deus não poupou Cristo, mas antes O entregou por nós, porque iria nos poupar? Por que não iria nos entregar também como oferta, mesmos que soframos muito? O Pai trata todos os filhos de forma igual, e Cristo Jesus é o referencial tanto de como é um Filho de Deus, quanto de como Deus trata os seus Filhos. (Rm 8:32-36)

Deus nos Ama, mas o Amor do Pai não é apenas aquele amor de romantismo que tanto gostamos, e tanto nos afaga. É também o mesmo Amor que Amou Cristo, que nos entrega, nos mói, nos sacrifica, nos leva a crescer, amadurecer, e a Amar também; enfim: chegarmos à estatura do Filho perfeito, Cristo Jesus! (Ef 4:13) O Pai tem pressa com isso, pois o mundo clama, anseia pela manifestação desses Filhos (Cristos)!  (Rm 8:19)


 Geraldo Júnior e Valéria Morais
Transformados pela Renovação do Pensamento
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quinta-feira, 28 de março de 2013

Diga-me, com quem tu andas?!


Esses dias estava em casa quando vi na internet um dito popular muito conhecido: "Diga-me com quem tu andas, que direis quem tu és!".

Então comecei a meditar sobre isso e me veio à mente que Jesus andou com Judas e com os publicanos Mateus e Zaqueu (que era como se fossem os políticos corruptos de hoje).

Mas Jesus conhecia eles, conhecia Judas, até em relação ao seu caráter, sabia que ele iria traí-lo, e mesmo assim o escolheu, o amou até o fim e o chamou de amigo! Jesus não se preocupava se iria ser influenciado ou se corromper com aquela amizade, nem mesmo se preocupava com o que as pessoas iriam pensar d’Ele por andar com eles. O que Jesus queria nos ensinar, era como um filho de Deus se comporta diante de qualquer tipo de pessoa, e que o Reino de Deus é INclusivo e não EXcludente.

Se nós que dizemos sermos cristãos, e conhecemos a Cristo, decidirmos não andar com determinadas pessoas, por algum receio de sermos influenciados, ou do que as pessoas vão pensar de nós, quando é então que elas vão ter a oportunidade de conhecer os filhos de Deus, e assim conhecer a Cristo?!

Uma pessoa por qual tenho grande estima, certa vez disse que o que uma prostituta (tipo de pessoa muito excluída) mais precisa na vida é se encontrar com um homem de Deus, casado ou não, porque vai ser aí que ela vai ter a oportunidade de saber como um filho de Deus iria tratar ela, exatamente como aconteceu com a mulher de Samaria quando encontrou Jesus.



O mundo clama pela manifestação dos filhos de Deus (Rm 8:19), e o que nos torna filhos de Deus é exatamente a capacidade de Amar e incluir na nossa vida todo tipo de pessoas, inclusive os mais pecadores como os inimigo e perseguidores (Mateus 5:44). Quantas vezes excluímos as pessoas pelo seu caráter e comportamento pecaminoso, pois dizemos que somos cristãos, com princípios, "santos", e que não podemos nos misturar e nos "contaminar" com tais pessoas. Colegas de trabalho e escola, amigos e até familiares são excluídos por esse pensamento. Mas é exatamente agora que eles mais precisam de nós, do referencial, a luz, da manifestação dos filhos de Deus, o Amor com que Cristo nos Amou.

Mas aí podemos dizer, "Mas eu tentei trazer as pessoas para andar no caminho que estou, para ir ao culto, a missa e etc e ela não quis, eu tentei, não excluí ela!". Jesus não mandou nós trazermos as pessoas, Jesus mandou “Ide!” (Mt 28:19). Devemos ir às pessoas, e não tentar trazê-las.

Jesus não foi apenas até a Judas e Mateus como citei acima, mas veio a nós, tão ou mais pecadores do que eles, e por que então agiremos diferente dele?

Quando escutarmos “Diga-me com quem tu andas, que direi quem tu és!”, que sejamos encontrados como Jesus Cristo, que andou, amou e foi até o fim com os pecadores, sendo Filho de Deus e Santo, sem medo de se corromper ou do que as pessoas iriam pensar d’Ele, mas manifestando quem o Pai é, através d’Ele; e é exatamente essa missão que Ele nos deu. Que quando as pessoas olharem para nós, e as pessoas com quem andamos, sejamos encontrados amigo de pecadores, como Jesus foi!

 Geraldo Júnior e Valéria Morais

Editado e Revisado por Valéria Morais
Transformados pela Renovação do Pensamento


sexta-feira, 8 de março de 2013

Salvando os Relacionamentos

Vivemos a cultura da aparência, e em muitas vezes nossa imagem é mais importante do que os próprios relacionamentos. Isso é tão verdade, que quando achamos que não conseguimos passar a aparência (ou auto-imagem) que desejamos, nos sentimos diminuídos, indignos, envergonhados e talvez até humilhados diante daquilo, de forma que a tendência é excluirmos os relacionamentos. Isso acontece porque não queremos conviver com quem nos julga menos do que aquilo que gostaríamos de aparentar. Alguns exemplos clássicos disso que estou falando podem ser a condição financeira, o chamado status social: não conseguir o emprego, as roupas, a casa, o carro, o currículo educacional que queria ter para mostrar para as pessoas e se sentir bem.


Não creio que nos sentir mal diante de algumas dessas situações seja errado, e muitas vezes vamos ser julgados mesmo, vamos ser vistos com outros olhos. Mas quando começamos a excluir, distanciar e isolar das pessoas para nos poupar do constrangimento, vergonha e humilhação, isso se torna um problema.

Cristo não veio ao mundo para salvar a auto-imagem, reputação ou qualquer outra coisa nesse sentido. Ele veio para nos ensinar como um Filho de Deus se relaciona com qualquer tipo de pessoa e em qualquer situação. Na verdade, Ele veio para restaurar os relacionamentos.

E ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição. (Malaquias 4:6)

Por isso, querer nos poupar dos relacionamentos, mesmo diante de situações de humilhação e vergonha, fere o propósito de Deus para nossas vidas. Cristo não se poupou em nada nas relações, mesmo sabendo o que iria passar.

Nos tempos de Jesus, todos sabiam que Ele não era filho gerado por José. Jesus sabia ser filho de Deus, mas na opinião das pessoas Ele não passava de um bastardo que ninguém sabia quem era o pai legítimo, e com certeza Ele era zombado, humilhado por isso. Ainda assim, Jesus nunca se omitiu, se escondeu ou se poupou das relações, pelo contrário, foi até o fim.
Há uma passagem em que Pedro quer "ajudar" Jesus, exatamente com o pensamento de auto preservação que permeia a sociedade ainda hoje, mesmo Jesus estando tão disposto a passar por qualquer situação (vergonha, humilhação, dor, e até morrer pelas pessoas) para restaurar os relacionamentos:

E Pedro, tomando-o de parte, começou a repreendê-lo, dizendo: Senhor, tem compaixão de ti; de modo nenhum te acontecerá isso. (Mateus 16:22)

Ou Seja, Pedro dizia a Jesus: salva-te a Ti mesmo. Mas olha só o que Jesus responde a Pedro, sobre esse pensamento de se poupar nas relações, de se proteger para não passar por nenhuma situação difícil, constrangedora, vergonhosa, humilhante ou dolorosa:

Ele, porém, voltando-se, disse a Pedro: Para trás de mim, Satanás, que me serves de escândalo; porque não compreendes as coisas que são de Deus, mas só as que são dos homens.
Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me;
Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á.  (Mateus 16:23-25)

Ao pensamento de se poupar das relações, Deus chama-o de animal, terreno e diabólico (Tiago 3:15). Diante das pessoas, por causa da reputação, auto-imagem e etc, sentir a vergonha, humilhação, dor, creio que até aí tudo bem. Mas quando deixamos de seguir em frente, quando isso compromete os relacionamentos, quando queremos nos poupar, salvar nossa vida, aí sim nós a perdemos. Quem decide amar, perseverar nas relações (independente das circunstancias, mesmo que humilhantes, vergonhosas e constrangedoras), vai sofrer (quem não quiser sofrer, não ame), vai "perder", mas verdadeiramente achará o seu propósito, achará a Vida, e deixará de andar em trevas, para andar na  Luz como diz em 1 João 1:7

'Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado'.

Geraldo Júnior e Valéria Morais
Transformados pela Renovação do Pensamento
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